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1 de fev de 2012

A história de Porto Alegre

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Porto Alegre é fruto da criação da Freguesia de São Francisco do Porto dos Casais, em 26 de março de 1772.A área foi ocupada por casais açorianos, trazidos para se instalarem na região das Missões, pois as mesmas estavam sendo dadas ao governo português em troca da Colônia de Sacramento, nas margens do Rio da Prata. A troca é fruto do Tratado de Madri, de 1750.

Em 1752 o rei português mandou que Cristóvão Pereira de Abreu, com 200 homens, viajasse para o Rio Grande do Sul para demarcar a região. Quando chegaram em Rio Grande — que então era a sede da Capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul — foi determinado que oitenta deles ficassem nas proximidades de Viamão, lá eles construiram canoas que permitiram o transporte até as Missões Jessuíticas, e que os demais explorassem a subida do rio. Os casais açorianos se fixaram, aos poucos, nesse local, que passou a ser chamado de Porto de Viamão. Durante vinte anos ficaram na área, sem receber as terras prometidas e vivendo de uma agricultura de subsistência. Levantaram casas de barro e aos poucos se estabeleceram em terras que pertenciam ao sesmeiro Jerônimo de Ornelas. Em 1772, a povoação foi finalmente desligada da jurisdição eclesiástica de Viamão, oficializando-se, assim, a Freguesia de São Francisco do Porto dos Casais. Essa nome foi trocado em janeiro do ano seguinte, para Nossa Senhora da Madre de Deus de Porto Alegre. Com o fracasso da ocupação das Missões Jessuíticas nasceu a cidade. Ainda em julho de 1772, foram desapropriadas as terras em que a vila estava situada e se começou a marcação das primeiras ruas. Iniciou-se também à construção da igreja no Alto da Praia, atual praça Marechal Deodoro. Aos poucos, o lugar ficava com cara de cidade. Em 24 de julho de 1773, Porto Alegre passou a ser a capital da capitania, com a instalação oficial do governo de José Marcelino de Figueiredo. A cidade evoluiu rapidamente, sempre apartir do seu centro.



Viveu episódios de tensão. Afinal, era a capital da capitania (depois província) mais meridional do Brasil, e que fazia fronteira com países com os quais houve diversos conflitos. Mas o período mais prolongado de dificuldades da capital não foi devido a nenhum conflito externo, como a Guerra do Paraguai. Foi causado pela Revolução Farroupilha (Guerra Civil), que se iniciou com um enfrentamento realizado no dia 20 de setembro de 1835 na própria capital, nas proximidades da ponte da Azenha. Com exceção dos primeiros dias, a capital gaúcha se manteria, durante os dez anos da revolução, nas mãos das tropas do governo Imperial. Mas era constantemente sitiada e os farrapos procuraram isolá-la ao máximo. A resistência a um dos vários cercos que sofreu nesse período é que lhe valeu o título, dado pelo Imperador, de "mui leal e valorosa". Depois da Guerra dos Farrapos, a cidade retomou seu ritmo normal de desenvolvimento, permanecendo sempre no centro dos acontecimentos políticos e sociais do Estado e do país. Exemplos disto foram a ascensão de Getúlio Vargas (Ex-Presidente do Brasil), político gaúcho que se tornou um marco da história nacional, e o movimento da Legalidade, mantido pelo governo Brizola no início dos acontecimentos que conduziram ao Golpe Militar de 1964 (Início da ditadura Brasileira

Fonte:Shvoong

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