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6 de fev de 2012

Hábitos de higiene na História do Brasil

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Alguns fatos históricos acabam passando despercebidos entre professores e até entre estudiosos de história. Obviamente, na HISTÓRIA DO BRASIL isso não é diferente. Os hábitos higiênicos, por exemplo, são pouco citados em aulas e até, de certa forma, são esquecidos pelos professores. Neste texto, você acompanhará a história da higiene dentro da história brasileira.
Alguns hábitos são tão comuns e fundamentais no cotidiano que mal nos damos conta de que os executamos todos os dias. Tarefas primárias como tomar banho, escovar os dentes e utilizar o vaso sanitário são tão simples e vitais que nem é possível imaginar como seria não realizá-las diariamente. Mas, até que fosse inventada por alguém, a higiene pessoal, tal como toda forma de tecnologia, já foi algo completamente desconhecido, e demorou a ser incorporada à rotina das pessoas. Até a evolução dos hábitos atuais, atos simples como utilizar o papel higiênico já foram motivo de grande discórdia entre alguns com pretensões mais higiênicas e os que já pensavam em preservar o meio ambiente há mais de 500 anos, considerando a "novidade" um desperdício. 



Fatos passados a limpo
Tigres - Em 1800, no Rio de Janeiro, as casas não possuíam banheiros, nem água corrente. As necessidades eram feitas em bacias e penicos, que eram recolhidos por escravos que levavam tudo para longe em tonéis equilibrados na cabeça. Com o movimento, as fezes escorriam pelos seus ombros, deixando-os com um aspecto "rajado" que lhes deu origem ao apelido.



Defenestração - Em Salvador, onde as residências também não possuíam banheiros, os excrementos eram feitos em vasilhas e potes, e depois arremessados pela janela, o que, às vezes, causava incidentes muito desagradáveis.


Beija-mão - Não havia memória na casa real de Dom João VI ter tomado um único banho de corpo inteiro com água e sabão. O príncipe regente sofria de várias erupções e doenças de pele, e coçava-se constantemente - na frente de todos - com a mesma mão que depois dava a beijar, na cerimônia diária realizada na Quinta da Boa Vista.

Sem papel - Antes da invenção do papel higiênico, em 1857, a higiene era feita com palha de milho e folha de bananeira. Em países muçulmanos, a própria mão (esquerda) ainda é utilizada.

Privilégio - O vaso sanitário foi inventado em 1597, por John Harringston, mas  para uso exclusivo de sua madrinha, a rainha Elizabeth I. A invenção foi aprimorada por Alexander Cummings em 1775. Mas foi só em 1884, depois de George Jennings criar o "vaso pedestal", com descarga conectada aos encanamentos, que o uso do vaso sanitário se disseminou.  

Casa de Banhos Pharoux - Com a falta de banheiros até nas residências de elite, surgiu no Rio de Janeiro, nos arredores da Rua do Ouvidor, a famosa Casa de Banhos Pheroux, que ostentava o anúncio "Venha tomar banho na Pheroux que é do que o senhor precisa".

Falta de limpeza provoca muitas doenças
Muitas doenças que insistem em reaparecer são originadas pela falta de higiene. Ainda hoje, maus hábitos relacionados à falta de limpeza das mãos e ao consumo de água inadequada resultam na disseminação da hepaptite A, leptospirose, micoses e pediculose, o popular piolho. Segundo a enfermeira Almira Dias Marques, da Seção Epidemiológica de Santos (SEVIEP), a melhor maneira de se prevenir é manter o mais simples dos hábitos: lavar as mãos com água e sabão antes das refeições, entre procedimentos hospitalares e antes de cada contato com crianças, como a troca de fraldas, de roupas, alimentação e banho. Os brinquedos também devem ser lavados regularmente, pois costumam ficam em contato com o chão, areia e terra, onde se encontram muitas bactérias.



O cuidado com o lixo também é muito importante. Em casa ou quando colocados na rua, os sacos devem estar sempre bem fechados, pois se houverem recipientes, estes podem armazenar água da chuva, facilitando a reprodução de mosquitos da dengue. Outro procedimento indispensável é lavar frutas, legumes e verduras antes do consumo, para eliminar bactérias nocivas. Almira sugere: deixe os alimentos imersos em água com um pouco de cloro ou vinagre (1 colher de sopa) por 30 minutos. 


O banho nos canais ou em águas de enchentes também é lembrado pela enfermeira como um hábito extremamente nocivo, pois a presença de urina e fezes de animais é constante, o que traz parasitas e bactérias causadoras de dermatites, foliculites, disenteria e leptospirose, que, em casos mais graves, pode ocasionar complicações renais, hepáticas e respiratórias.

FONTE: Orla




2 comentários:

Anônimo disse...

Na Índia os vasos sanitários são "buracos" no chão ou lietralmente buracos, também não usam papel mas sim a mão esquerda...

Rafael Lapuente disse...

Isso ainda nos tempos atuais?